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01/02/07 - DIAN PATRIS COMEÇA A FAZER NEGÓCIOS COM A COLÔMBIA |
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Expectativas em relação à feira são boas e empresa espera buscar clientes
A série especial de entrevistas com os expositores do Showroom de Calçados Brasileiros na Colômbia destaca hoje a Dian Patris, a empresa de Igrejinha, no Rio Grande do Sul exporta há 12 anos principalmente para Chile, Estados Unidos, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Portugal, Venezuela, Israel e Espanha.
Cerca de 20% do total produzido pela empresa tem como destino o mercado externo, o que corresponde a 100 mil pares anuais. A entrevista exclusiva que o diretor da Dian Patris, Glaumir Pedro Kaiser, concedeu ao Portal Francal dá continuidade à série sobre o primeiro Showroom de Calçados na América Latina em 2007, que acontece de 6 a 9 de fevereiro, em Bogotá, na Colômbia.
Portal Francal: A Colômbia nunca esteve entre os 15 maiores compradores de calçados brasileiros. Quais suas expectativas em relação a este mercado?
Pedro Kaiser: “São boas. Iniciamos o ano com a produção fechada para janeiro e fevereiro. A Colômbia é um mercado que estamos começando a fazer contato com os clientes. Estamos com idéias de exportar e a minha expectativa é ótima em relação à feira, pois temos produtos de qualidade para oferecermos a eles. Temos que começar a abrir portas e buscar clientes nesse país”.
P F: Fala-se muito que o crescimento do setor passa obrigatoriamente pelo mercado externo. Você concorda com isso? Como fazer, então, para crescer se o câmbio é desfavorável às exportações e a concorrência chinesa está cada vez mais difícil?
P.K.: “Tínhamos atingido um nível de exportação bom quando o real estava desvalorizado. Chegávamos a vender um contêiner cheio de sapatos para determinado país. Agora, com o real valorizado o cenário é outro. Estamos conquistando outros mercados como a Europa e esperamos conquistar a Colômbia também”.
P F: Qual o modelo de negócios da empresa no mercado externo (representantes, distribuidores, filiais, venda direta). Na Colômbia pretende manter a mesma estratégia?
P. K.: “Trabalhamos com a venda direta. Fica mais barato para o distribuidor. Se eu colocar um representante, temos que ter uma porcentagem da venda para ele, então a venda direta, no caso é melhor, e na Colômbia não será diferente”.
P F: Algumas empresas têm transferido sua produção para estados que oferecem mais incentivos fiscais, especialmente no Nordeste. Outras estão fazendo um movimento mais radical, passando a produzir na China para atender o mercado externo. Qual sua opinião a respeito? A empresa pensa em adotar medidas similares?
P.K.: “Nós temos hoje que ficar aqui na região. Claro, o incentivo fiscal é bom e melhor que no Rio Grande do Sul, mas é muito difícil deslocar todo um pessoal para o Nordeste, por exemplo, que estamos a milhares de quilômetros de distância. Já temos um espaço conquistado no mercado interno e se temos um produto bem feito, de qualidade, com boa apresentação, aquele famoso ´bom, bonito e barato´, tem lugar para todos. Temos que pensar que temos oportunidade. O sol nasce para todos”.
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