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27/02/2007 - TECNOLOGIA E DIVERSIFICAÇÃO – A SAÍDA PARA O SETOR CALÇADISTA |
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Marcelo Nicolau*
O ano de 2007 tem o desafio de inserir otimismo aos calçadistas. Há cerca de três anos produtores de máquinas e equipamentos, fabricantes de calçados e o setor de componentes assistem à desvalorização do dólar e às altas cargas de impostos. Mesmo após o anúncio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), este ano pode seguir os mesmos passos de 2006 se as questões cambial e tributária continuarem sendo motivos de preocupação para a cadeia calçadista.
Se já não bastasse a conjuntura brasileira, empresários do setor enfrentam a tão comentada invasão asiática. A entrada de produtos chineses vem sendo a grande vilã para o setor calçadista brasileiro, principalmente nos últimos três anos. Maior produtor de sapatos do Ocidente, o Brasil é o terceiro maior produtor do mundo, atrás da China e Índia. Os números, porém, ainda são bem distantes. Dos 15 bilhões de pares de calçados produzidos o ano todo no mundo, só a China é responsável por 9 bilhões. Em seguida vem a Índia, com 1 bilhão, e o Brasil, com 720 milhões.
A concorrência externa foi uma das principais pautas em discussão na Couromoda 2007, durante o 11o Congresso Brasileiro do Calçado. Além de favorecer uma discussão qualitativa sobre Varejo e Indústria, os trabalhos do congresso quiseram despertar otimismo nos negócios realizados no mercado interno e externo, tendo como base pesquisas em tecnologia e agilidade (o brasileiro deve agir antes do concorrente externo).
Portanto, ganhar valor agregado é a receita para a indústria calçadista brasileira concorrer com a chinesa, e o caminho para isso vem sendo os investimentos em variedade e tecnologia. A Cipatex, líder na produção de laminados sintéticos para calçados, investiu três anos na pesquisa de seu novo produto: o DryShoe.
Primeiro laminado à base de PVC que respira e absorve a transpiração, o DryShoe é utilizado para produzir tanto cabedal (parte superior externa do calçado) como forro em PVC transpiráveis e absorventes, sem recorrer a processos mecânicos (microperfuração e espuma mecânica que apresentam sérias limitações).
Sem perspectiva de se esperar pelo apoio do governo, é prudente que as empresas valorizem seus produtos, seja no mercado interno e na exportação. Sabe-se que o setor de não-tecidos investiu US$200 milhões nos últimos cinco anos em tecnologias de última geração e planeja aplicar outros US$140 milhões nos próximos dois anos. Por isso, a Cipatex adicionou outras caractarísticas ao PVC, com o objetivo de produzir materiais que ofereçam conforto e higiene ao calçado com excelente custo/benefício.
Prestes a completar 44 anos, a Cipatex, criadora do DryShoe e de outros laminados sintéticos para calçados, sente-se confortável ao afirmar que tecnologia e diversificação são itens fundamentais para recuparação dos calçadistas. Que os 750 milhões de pares de calçados que se espera produzir este ano cheguem às lojas com qualidade, conforto e preços atrativos.
* Marcelo Nicolau é Diretor Comercial da Cipatex
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